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Varejo em foco

Com o dólar em alta, como fica o varejo?

A alta do dólar esta semana repercutiu em diversos aumentos de preços. Mas em quê realmente a economia brasileira e principalmente o varejo, sofrem com este novo cenário?

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A instabilidade da economia da Grécia e a rebaixa da Itália levaram a uma valorização maciça da moeda americana em relação ao Real nesta semana. Este impacto sentido pelo mercado chegou ao Brasil contrapondo-se às políticas de redução de juros e alavancando os índices, principalmente os IGPs e os IPCs, que registram altas dos preços e seus repasses ao consumidor. Mas a economia brasileira sofre outros impactos com esse aumento do dólar.

“Por exemplo, os preços das commodities, como alimentos e metais, são cotados em dólar”, publicou em seu blog, a jornalista especializada em economia, Miriam Leitão. “Estavam começando a cair por causa do agravamento recente da crise, mas a alta da moeda americana anula esse efeito deflacionário. Ou seja, não é por aí que a inflação cairá, perde-se uma válvula de escape”.

Com a alta do dólar, aumenta a inflação dos preços dos produtos industrializados, dos importados em geral, dos alimentos e ainda dos segmentos de transporte, pois o combustível tende a aumentar. Apesar disto o aumento não é o suficiente para tornar os produtos brasileiros competitivos no exterior, afirma o sócio da RC Consultores, Fabio Silveira.

A escalada do dólar deve ter forte impacto na inflação ao consumidor no último trimestre do ano, tanto pelo lado das cotações dos alimentos e de outras matérias-primas, como das cotações dos produtos manufaturados. Se o câmbio médio deste mês girar em torno de R$ 1,75, os preços das commodities terão alta de 9,5% em reais, com reflexos nos preços no atacado e no varejo, afirma o consultor.

Mesmo que os importadores tenham fechado suas compras no período em que a cotação do dólar era mais favorável, muitos poderão optar pelo repasse no custo, pois as contas deverão prever o custo de reposição de estoque neste cenário de instabilidade da moeda americana. Com o dólar mais alto, o custo aumenta. “É possível que haja um aumento de 10% nos preços em reais dos manufaturados no Natal”, prevê José Augusto de Castro, Vice-presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

A Mercantil
Nova Era

A Mercantil Nova Era, através dos seus negociadores, sob todas as formas, tem buscado negociações junto aos seus fornecedores no sentido de neutralizar o impacto desses reajustes e com raríssimas exceções não tem obtido sucesso, afirmou o Gerente Geral da Mercantil Nova Era de Manaus, Vilmar Rosa.

Esta atitude de negociação por preços melhores ante a valorização do dólar faz parte da estratégia da empresa de manter seus produtos mais competitivos, garantido que o custo das operações, alteradas pela inflação, não seja repassado para seus clientes, ou não representem um aumento impactante.

 

Fonte: ISTOÉ Dinheiro | Blog da Míriam Leitão

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